quinta-feira, agosto 04, 2005

Homenagem a José Pedro Machado

Filólogo e arabista. Formado em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa (1939), onde foi discípulo do arabista David Lopes, é também formado em Ciências Pedagógicas pela Universidade de Coimbra (1948). Assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1942-1943), funções que a seu pedido deixou de exercer, foi professor do ensino técnico a partir de 1949 e, desde antes mesmo de formado, membro da Comissão de Redacção do Vocabulário e do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa (1938-1940). A sua carreira de arabista inicia-se em 1939, com a publicação de Alguns Vocábulos de Origem Arábica, e reafirma-se logo no ano seguinte com a tese de licenciatura, Comentários a Alguns Arabismos do "Dicionário" de Nascentes. Como filólogo, o seu primeiro trabalho, Curiosidades Filológicas, data de 1940, seguindo-se-lhe, em 1942, O Português do Brasil. Historiador, bibliógrafo, publica os seus primeiros trabalhos nessas áreas respectivamente em 1940 e 1941. Como dicionarista, revelar-se-ia um dos maiores da língua portuguesa, logo quando subscreveu a 10ª edição, em 12 vols., 1948-1959, do Grande Dicionário da Língua Portuguesa, de António Morais Silva. Nesta obra, de que António Pedro seria a um tempo editor e mecenas, José Pedro Machado teve a colaboração de Augusto Moreno e Cardoso Júnior, mas é ao seu paciente labor que se deve um tal monumento ainda hoje inultrapassado. José Pedro Machado editou o Cancioneiro de Évora (1951) e, de colaboração com sua esposa, Elsa Paxeco, o Cancioneiro da Biblioteca Nacional, em 8 vols. (1949-1964). Publicou ainda a Bibliografia de David Lopes (1967) e, em 3 vols., os Dispersos de D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1969-1972). A sua bibliografia ultrapassa a centena de títulos, não contando com as mais de seis centenas de crónicas em jornais, revistas e boletins diversos.
O texto aqui colocado é uma cópia integral da notícia disponível em http://www.e-cultura.pt/DestaquesDisplay.aspx?ID=237 .
Desde já o nosso agradecimento ao Professor Doutor Carvalho Homem pelo atento aviso, ficando desde já prometido um post em homenagem a Angel Barrios García, com referência à sua produção académica.

6 comentários:

Gonçalo disse...

Uma justa e merecida evocação. Um cumprimento especial ao Luís e ao Professor Carvalho Homem pela ideia. Quanto a Luís Krus, fica também aqui a minha homenagem à sua memória e à sua obra, sob todos os aspectos notável. Um dos nossos grandes medievistas. Ficam aqui alguns sites que o recordam, entre blogs e foruns :

Revista Abelardo de Estudos Medievais (em que o Professor participava regularmente)

http://www.ocsp.pt/Abelardo.htm

Forum da Ordem da Cavalaria do Sagrado

http://s4.invisionfree.com/Forum_OCSP/index.php?s=8d81446abaee68075055ca58c0e00163&showtopic=120&st=0&#last

risocordetejo disse...

OLá! Ainda foi meu colega, na A Domingues. Eu a começar e ele em fim de carreira. :-) Abraço!

Gonçalo disse...

Caros Amigos da Clio

Ainda que não venha a propósito de José Pedro Machado, gostaria de prevenir todos os eventuais interessados para o 1º Congresso Internacional sobre Casas Nobres, que decorrerá em novembro, em Arcos de Valdevez. Fica aqui o site para informações e inscrições :

http://www.cm-arcos-valdevez.pt/casanobre/

Um abraço
GONÇALO

Alves dos Reis disse...

Cara Riso,
muito obrigado pela sua visita.
É impressionante como uma figura que me parecia tão distante (refiro-me obviamente a José Pedro Machado), se tornou quase familiar por ter convivido com alguém que me é familiar.

Rui @t Blog disse...

Soubesse o Prof. José Pedro Machado que a alma deste seu aluno na EIAD ainda mantém aceso o amor pelos Lusíadas e a obra de Camões que ele me ensinou a ler.
Soubesse ele o quanto o recordo e guardo as lágrimas que partilhei quando dele me despedi no final do curso.
Soubesse ele que nunca o esquecerei, junto do Engº José Sousa Monteiro e Prof. Belarmino Barata.
(Rui Gonçalves)

Rui @t Blog disse...

Acabei de perceber que o Prof. José Pedro Machado faleceu.
Estas lágrimas enquanto escrevo, já não as posso partilhar com ele.
Adeus meu professor. Agora terei de aprender sozinho.